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Irmã Dulce – A Caridade e o Amor ao Próximo.

 

Por Lenilson Carvalho - Cirurgião-Dentista, Professor e Escritor (Componente da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores) -  lenilsoncarvalho@yahoo.com.br

 

Irmã Dulce, nome religioso de Maria Rita de Souza Lopes (26 de maio de 1914 – 13 de março de 1992), notabilizou-se por suas obras de compaixão e de assistência aos pobres. Nasceu na Rua São José de Baixo, 36, no Bairro do Barbalho, na Freguesia de Santo Antônio Além do Carmo, Cidade de Salvador – Bahia. Segunda filha do Cirurgião-Dentista, Dr. Augusto Lopes Pontes, Professor da Universidade da Bahia e Dona Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Foi batizada no dia 13 de dezembro de 1914, na igreja do bairro em que nasceu.

Quando criança, Maria Rita costumava rezar com frequência e pedia sinais a Santo Antônio, pois queria saber se seguiria a vida monástica. Aos 13 anos de idade, ajudava mendigos e enfermos. Com 18 anos (1932), depois de concluir o curso de professora na Escola Normal da Bahia, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, do Convento de São Cristóvão, em Sergipe. Em 15 de agosto de 1993, foi ordenada freira, aos 20 anos de idade, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

No mês de setembro do ano seguinte, foi para Salvador trabalhar na inauguração do Hospital Espanhol, em companhia das irmãs Tabita e Capertana, exercendo as funções de enfermeira, sacristã, porteira e responsável pelo aparelho de Raios-X.

Ensinou em um colégio mantido pela sua congregação no bairro de Massaranduba, em Cidade Baixa, em Salvador. Seu pensamento estava direcionado para os pobres. Em 1935, dava assistência à comunidade carente de Alagados e de Itapagibe, também na Cidade Baixa, onde se concentrariam, posteriormente, as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.

Criou a União Operária São Francisco, 1º movimento cristão operário da Bahia, em 1936, que se transformaria em Círculo Operário da Bahia. Em maio de 1939, inaugurou o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários. Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha de Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do local, peregrinou durante uma década, levando os seus enfermos, até instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue, e que originou o Hospital do mesmo nome, centro de um complexo médico, social e educacional que continua aberto aos pobres de todo o nosso país.

No ano de 1952 (16 de abril), criou o SAC – Serviço de Alimentação do Comerciário, com almoço a preços populares. Em 1959, fundou e instalou oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce. O albergue Santo Antônio, com 150 leitos, foi inaugurado a 08 de fevereiro de 1960.

Em 25 de fevereiro de 1976, faleceu seu pai, Dr. Lopes Pontes, que era um incentivador do seu trabalho. Sua mãe, Dona Dulce, morreu precocemente aos 26 anos de idade, em 9 de junho de 1921.

Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a visitou em 7 de julho de 1980, em virtude de seu trabalho com idosos, doentes, pobres, crianças e jovens carentes.

Criou a Fundação Irmã Dulce na data de 9 de março de 1981. Dois anos depois, inaugurou o novo Hospital Santo Antônio, com 400 leitos. Em 1988, o Presidente da República José Sarney, com o apoio da Raínha Sílvia da Suécia, a indica para o Prêmio Nobel da Paz. No dia 11 de novembro de 1990, com problemas respiratórios, foi internada no Hospital Português, e depois transferida para a UTI do Hospital Aliança, depois ao Hospital Santo Antônio. Em 20 de março de 1991, recebeu a visita do Papa João Paulo II.

Numa sexta-feira (13 de março de 1992), faleceu às 16h45min, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, situado na Avenida Dendezeiros, depois de sofrer por 16 meses. No dia 15 de março, às 20 horas, foi sepultada no altar do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador, Bahia.

A abertura do Processo Diocesano para a Beatificação e Canonização da Serva de Deus, Dulce Lopes Pontes, se verificou em 17 de janeiro de 2000. Seus restos mortais foram transladados para a Capela do Convento Santo Antônio, junto às Obras Sociais Irmã Dulce. Em 01 de junho de 2001, encerramento da Fase Diocesana do Processo de Canonização, na Catedral Basílica de São Salvador/Bahia, e início da Fase Romana do Processo. Em 7 de novembro, validação jurídica pela Congregação para a Causa dos Santos da Santa Sé da documentação apresentada pela Diocese de Salvador. No ano de 2003 tivemos: Fevereiro, lançamento, na Itália, da biografia oficial de Irmã Dulce, escrita pelo teólogo e biógrafo Gaetano Passarelli; Maio, lançamento da biografia oficial pela Editora Record; Junho, conclusão e apresentação da Positio e reconhecimento jurídico pelo Vaticano de um possível milagre ocorrido através de sua intercessão.

No anúncio desses fatos à imprensa, o Arcebispo do Brasil, Dom Geraldo Majella, confessou seu otimismo. “Isso acelera bastante o processo de Beatificação de Irmã Dulce. Agora, cabe a Roma analisar as virtudes do ponto de vista da heroicidade, de alguém que viveu o que professou: a caridade e o amor ao próximo”. Com a rapidez do processo, pode vir a ser a primeira Santa de nacionalidade brasileira. Madre Paulina, canonizada em 2003, viveu a maior parte de sua missão no Brasil, porém era italiana de nascimento. Atualmente, cerca de três mil graças alcançadas por fiéis e creditadas ao Anjo Bom da Bahia estão catalogadas no Memorial Irmã Dulce. É de sua autoria: “Através da oração, Deus nos transmite todas as graças de que necessitamos para levar a cabo o nosso trabalho de amor e de dedicação sem reservas aos nossos irmãos sofredores, os pobres”.



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 19h15
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CONVITE ESPECIAL

A Fundação José Augusto tem a grata satisfação de convidar V.S.ª e Digníssima Família para o evento a seguir discriminado:

                           

Palestra:

“VIDA E OBRA DE PATATIVA DO ASSARÉ - CENTENÁRIO DE NASCIMENTO”.

 

Palestrante:  Poeta, Conferencista  e  Escritor  DIMAS  MACEDO

- Presidente da Academia Lavrense de Letras (Lavras da Mangabeira /CE);  

- Membro da Academia Cearense de Letras; - Professor-Mestre em Direito.

 

Data/Hora:  03 de abril de 2009 - 6ª feira / 19 horas. 

Local: Auditório do Conselho Regional de Odontologia do RN

              Rua Cônego Leão Fernandes, 619 - Petrópolis - Natal/RN.

Apoio: - Fundação Capitania das Artes (Prefeitura do Natal); - Conselho Regional de Odontologia do RN; - Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores; - Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN; - Instituto Histórico e Geográfico do RN; - Mandato do Vereador natalense George Câmara.

 

 



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 14h44
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Oswaldo Cruz – O Médico-Higienista e o Cientista.

 

Por Lenilson Carvalho - Cirurgião-Dentista, Professor e Escritor (Componente da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores)   lenilsoncarvalho@yahoo.com.br

 

Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu em São Luiz de Paraitinga/SP, em 05.08.1872, e faleceu ao 44 anos em Petrópolis/RJ, em 11.02.1917. Era filho do Dr. Bento Gonçalves Cruz e Dona Amélia Taborda de Bulhões. Aos 15 anos, ingressou na Faculdade de Medicina e concluiu o curso em 1892, com a tese “A veiculação pelas águas”.

Estudante ainda, publicou dois artigos sobre microbiologia na Revista Brasil Médico. Ingressou, em 1897, para o Instituto Pasteur de Paris, que reunia os maiores cientistas da época e onde se especializou em bacteriologia.

Ao regressar da Europa (1989), encontrou o Porto de Santos assolado por violenta epidemia de peste bubônica e imediatamente se engajou na luta contra a doença. Para produzir o soro antipestoso, foi criado, a 25.05.1900, o Instituto de Manguinhos (Instituto Soroterápico Federal).

Na Direção Geral, o Barão de Pedro Affonso como Diretor Técnico, o jovem bacteriologista Oswaldo Cruz. No ano de 1902, assumiu a direção do novo instituto, ampliando suas atividades para as áreas da pesquisa básica e aplicada e a formação de recursos humanos. No ano seguinte, foi nomeado Diretor da Saúde Pública e assumeu a  liderança da equipe sanitária que erradicou as doenças que dizimavam a população brasileira: febre amarela, varíola e peste bubônica. Em pouco tempo debelou esta última através do extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.

No combate à febre amarela encontrou oposição, em virtude de que boa parte dos médicos e da nossa população acreditava que a doença era transmitida pelo contato com as roupas, o suor, o sangue e outras secreções dos doentes.

O nosso cientista defendia a teoria que o agente transmissor era um mosquito. Suspendeu as desinfecções e criou equipes que percorriam as casas e ruas eliminando os focos de insetos e evitando as águas estagnadas, onde se desenvolviam as larvas de mosquitos.

Sua orientação provocou forte reação popular. Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu o apogeu. Com o recrudescimento da varíola, tentou realizar a vacinação em massa da população. A imprensa desencadeou violenta campanha contra a medida.

O Governo suspendeu a obrigatoriedade da vacina. No entanto, ele acabou vitorioso com a febre amarela erradicada no Rio de Janeiro.

Em 1907, recebeu a medalha de ouro no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim. No ano de 1909, deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública e dedicou-se integralmente ao Instituto que agora tinha o seu nome.

Comandou o saneamento do Vale Amazônico (1912). Em 1912, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Por motivo de saúde, afastou-se da direção do IOC e mudou-se para Petrópolis, onde foi eleito Prefeito.

Faleceu em fevereiro de 1917, com 44 anos, padecendo de insuficiência renal. Quando o Presidente da República o nomeou para Diretor de Saúde Pública, pediu demissão no dia seguinte, em virtude de um figurão da confiança do primeiro mandatário ter sido nomeado para o cargo de secretário do seu projeto. O Presidente ficou abismado com a sua atitude, recuou, despediu o figurão e nomeou quem ele indicara.



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 09h13
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Professor José Nunes Cabral de Carvalho – Anatomia de um Vencedor.

 

Por Lenilson Carvalho Cirurgião-Dentista, Professor e Escritor lenilsoncarvalho@yahoo.com.br

 

Aos vivos, deve-se o respeito. Aos mortos, apenas a verdade  Voltaire

Cirurgião-Dentista, Professor, Pesquisador, nasceu em Macaíba-RN, em 06 de novembro de 1913. Aos seis anos, perdeu sua mãe. Ana Cabral de Carvalho. Quando seu pai Abdon Nunes de Carvalho, oficial da Polícia Militar, foi nomeado Delegado em Natal, estudou no Atheneu Norte-Rio-Grandense, onde concluiu seu curso secundário em 1932. Aos 20 anos, com a morte do seu genitor, foi morar com o tio Francisco Cabral em sua fazenda localizada em São Pedro do Potengi/RN. Saiu de Natal para estudar no Rio de Janeiro, enfrentando dificuldades para a sua manutenção. Seu primeiro emprego foi como estivador do Porto (RJ). Depois, com seu primo Padre José Cabral empregou-se como servente do Instituto Anatômico da Faculdade Fluminense de Medicina, em Niterói. Morou nas suas instalações e ingressou no curso de medicina que não chegou a concluí-lo, ao mesmo tempo que continuava suas atividades de funcionário. Iniciou o curso de Odontologia, colando grau em 1941.

Entrou para o Magistério Superior como monitor da Cadeira de Anatomia do Curso Odontológico da Faculdade Fluminense de Medicina (1939/1941) e como assistente (1942/1959). Dedicava-se ao seu consultório privado, trabalhava no IAPTEC e desenvolvia pesquisas no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Era casado com a Professora Maria Margarida Garcia de Carvalho, com a qual teve, criou, orientou e educou os filhos José (Capitão de Mar-e-Guerra), Ana Maria (Engenheira) e Sheila Maria (Geógrafa). Todos realizados profissionalmente, casados, residindo no Rio de Janeiro com suas famílias estruturadas.

Desenvolveu o método de “diafanização” em ossos e também uma técnica de preparação em cadáveres, permitindo que os órgãos internos do abdômen (abdome) continuassem moles para estudo mais detalhado. Foi vitorioso numa cidade grande.

No entanto, suas raízes estavam profundamente fixadas nas terras do seu Estado. Voltou a Natal em 1958, para ministrar um curso de “Atualização de Anatomia”. O auditorio ouviu a palestra com sensível interesse. O Professor Cabral impressionou a todos os participantes pela sua excelente didática, cultura muito vasta e profundo conhecimento das Ciências Médicas.

No ano seguinte, fez concurso e foi aprovado para a Cátedra da Cadeira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Natal.

Com denodo, dedicação e grande capacidade de trabalho organizou a Cátedra de Anatomia, dotando-a de anfiteatro, museu, cubas para guardar cadáveres, área ampla com mesas para estudos, salas de professores, ossário, secretaria. Constituiu uma equipe harmônica e uníssona, através dos professores Joaquim Guilherme, Paulo Carvalho e Lenilson Carvalho e dos funcionários José Altino e Gentil.

Era o resultado do seu trabalho hercúleo, eficiente e desafiador. Na morte retesada, sisuda e indiferente, numa das dependências do anatômico, através de uma placa, o seguinte texto de autor desconhecido – “Aquele sobre cujo peito não se derramaram lagrimas de saudade, sobre cuja fronte não se depositou o beijo do adeus, sobre cujo ataúde na se jogaram flores, por cuja alma não se acenderam velas, de cujo nome não se soube, de cujos brasões não se escreveu a história, mas cuja memória há de ser perpétua como a fé, eterna como a esperança, inolvidável como a saudade, grande como o altruísmo, eloqüente como seu gesto, dando tudo à mesma humanidade que tanto lhe negara” – era a homenagem que o Professor Cabral prestava ao corpo hirto, inteiriçado que servia para os seus estudos e pesquisas. Com a fusão das disciplinas básicas, as inúmeras e diversas peças anatômicas tão bem dissecadas e preparadas pelo Mestre, permanecem para o estudo dos alunos do Centro de Ciências da Saúde da nossa Universidade. “Na última hora / Teus feitos memora / Tranqüilo nos gestos / Impávido audaz” – Gonçalves Dias.

A coragem e a ousadia caracterizaram a plenitude de sua existência. Suas aulas prendiam a atenção, do início ao término. Convidou-me para ser monitor após obter nota dez em uma prova prática na Disciplina de Anatomia. Trabalhei com ele durante alguns anos, sou eternamente grato ao estimado Mestre por sua sábia orientação científica e de vida. Era exigente nos horários e nas tarefas e como sou pontual nos meus compromissos, nosso relacionamento foi muito bom. Fui seu discípulo e admirador.

Sempre afirmava – “Lenilson, pela sua dedicação, inteligência e responsabilidade, tenho certeza de sua ascensão no magistério e na atividade privada”.

Suas aulas eram fantásticas. Músculos da Expressão Facial (Músculos da mímica) eu considero como a mais brilhante conferência que assisti em toda a minha vida de estudante e profissional.

Devido a uma divergência com o Diretor da nossa Faculdade, o Professor Cabral solicitou transferência para o Instituto de Antropologia. Foi uma perda irreparável para a nossa Instituição. Em 22 de novembro de 1960, os professores José Cabral, Luis da Câmara Cascudo, Veríssimo Melo e Dom Nivaldo Monte fundaram o Instituto, que depois passou a ser Museu Câmara Cascudo. O Professor Cabral foi seu Diretor de 1962 até a data de sua morte em 22 de agosto de 1979. Nesse período formou professores, pesquisadores, capacitou o pessoal técnico-administrativo e projetou esta unidade internacionalmente através das suas atividades voltadas para as Ciências da Natureza, Cultura e Museologia. O Museu possui coleções de Paleontologia, Espeleologia, Malacologia, Anatomia Comparada, Arqueologia e Antropologia Cultural. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão. Com sua obstinação, abnegação e visão futurista, conseguiu com o Dr. Varela Santiago o terreno para a edificação do atual Museu Câmara Cascudo.

Ao Professor Cabral, um dos grandes obreiros da UFRN os meus mais sinceros e reconhecidos agradecimentos.

Sua memória deve ser resgatada por ter se constituído como um dos mais notáveis do nosso ensino universitário.

Recebeu a Medalha de Mérito Universitário, no grau de Oficial, pelos relevantes e notáveis serviços prestados à Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Ministrou diversos cursos, conferências; publicou inúmeros artigos científicos; pertenceu a diversas entidades culturais, e recebeu distintos prêmios e comendas.

Seu trabalho incansável nos remete ao escritor Goeth – “Qualquer coisa que você possa sonhar, você pode começar. A coragem contém em si a forma e a energia”.

Seus sonhos nos lembra Augusto Cury – “Sonhe, trace metas e estabeleça prioridades para executar seus sonhos”.

Suas vitórias são vistas através de Paderewsky – “Querer vencer significa já ter percorrido metade do caminho da vitória”.

Permanece muita viva em minhas retinas fatigadas, a imagem do querido Mestre e Amigo, no exemplo da investigação científica, dinamismo e cultura humanística.



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 12h03
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EM DEFESA DA NOSSA LÍNGUA

Aprendamos a usar corretamente:

Aceitado x aceito - Ambas as palavras são formas do particípio do verbo aceitar. Aceitado é regular e aceito é irregular. O regular deve ser usado quando acompanha o verbo ter: Eu tenho aceitado documentos fora do prazo. O irregular acompanha o verbo ser: Os documentos foram aceitos. Essa regra vale para todos os verbos que possuem dupla forma de particípio.

Amídala X amígdala - Hoje em dia o “g” em amígdala é pouco usado, mas a gramática normativa ainda o aceita. Portanto, a designação comum a vários agregados de tecidos linfáticos pode ser amídala ou amígdala.

Círculo virtuoso X círculo vicioso - As expressões são parecidas, mas o significado é bem diferente. A expressão círculo vicioso é bem comum. Usamos para designar uma seqüência de acontecimentos ruins que desencadeiam outros e que não têm solução. Um exemplo: As pessoas são mal instruídas para votar porque a educação não é boa, a educação não é boa porque as pessoas não sabem votar. E, círculo virtuoso é uma expressão que é bastante utilizada para designar um círculo de acontecimentos positivos.

Acumular X cumular - O mesmo que encher, completar, amontoar. Pode se escrever de ambas as formas.

Ainda X inda  - Inda é uma possibilidade correta do advérbio de tempo ainda. 

FONTE: www.scrittaonline.com.br



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 19h44
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42° COSMO – Congresso Sul Mineiro de Odontologia:

 

PERÍODO - 21 (2ª feira) a 26 (sábado) de setembro de 2009.

LOCAL: Hotel Caxambu.

EVENTOS:

18ª Jornada Mineira de Fissuras Palatinas;

19º Congresso Brasileiro de Prevenção, Reabilitação e Saúde Oral;

25º Congresso Brasileiro de Hipnose e Medicina Psicossomática;

Mérito “Ataulpho Alves”, com programação específica.                

ADESÃO:

PROFISSIONAIS - Até 30 de Abril - R$150,00;

Até 30 de Agosto - R$ 200,00;

A partir de setembro - R$ 250,00;

ALUNOS DE PÓS-GRADUAÇÃO - R$ 80,00;

ACADÊMICOS (Graduandos) - R$ 50,00

A adesão dá direito a: cursos e conferências nos eventos citados, solenidades, saraus, coquetéis, medalha e diploma do homenageado, entrada franca no Parque das Águas e demais atividades. 

Enviar cheque cruzado e nominal à "Associação Brasileira de Cirurgia Oral" (ABCO), Caixa Postal 232 - Pouso Alegre/MG - 37.550-000.  

Mais detalhes no blog: 42cosmocaxambu.blogspot.com.  



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 19h21
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Poucas e Boas da Política Brasileira

Por Lenilson Carvalho - Cirurgião-Dentista, Professor e Escritor (Componente da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores) lenilsoncarvalho@yahoo.com.br

 

 

1) Vizinho muito especial. Ao visitar a obra de sua casa em Belo Horizonte/MG, um vizinho se aproxima de José Maria Alkmin e diz: - Doutor, moro aqui ao lado. Disponha de mim, estou pronto para lhe ser útil.  - Eu sabia, meu filho, eu sabia. Isso influiu fortemente na minha escolha.

2) Bebedouro. Manuel Ribas, quando era Governador do Paraná, foi inaugurar um bebedouro para animais. Sua assessoria não havia preparado nada especial para o evento. Ele encheu um copo com água, bebeu e falou num tom bastante enérgico: “Está inaugurado o bebedouro dos animais”.

3) Telegrama. Alkmin teve o transcurso da sua data natalícia não lembrada por Tancredo Neves. No dia seguinte, encontrou o aniversariante e disse: - Não pude visitá-lo, nem sequer telefonar. Mas enviei um telegrama. - Recebi e já respondi.

4) Sentado ou em pé. Numa sessão da Câmara, com os ânimos exaltados, Mário Miguel (PTB), político do Rio Grande do Sul, pediu um aparte para Ivo Ramos (PL), que então disse: - Vossa Excelência tem o aparte. Mas pode falar sentado mesmo, que o regimento da Casa permite. - Não, muito obrigado. Eu quero chamar Vossa Excelência de mentiroso é em pé mesmo.

5)     Hora livre. Adhemar de Barros, político de São Paulo, assediava acentuadamente o então Presidente Getúlio Vargas para a sua nomeação. Ao final do encontro, Getúlio perguntou: - Por favor, Dr. Adhemar, que horas são? - As que Vossa Excelência quiser Senhor Presidente.

6) Os filhos do eleitor. O Deputado João Botelho encontra um velho cabo eleitoral. - Como vai? E a estimada esposa? E as formidáveis crianças? - Tudo bem Deputado. A patroa está ótima. Mas, por enquanto, é um menino só. - E eu não sei que é um filho só? É um menino, certo, mas que vale por muitos. Então, como vão os meninos?

Poucas e Boas da Política Brasileira (2).

1) Resolver.  O Presidente Café Filho indagou ao seu Ministro Costa Porto:

-         Porto, por que tu trazes uma pauta tão pequena para despachar comigo?

-         Café, no meu ministério, eu tenho problemas tão pequenos que eu mesmo resolvo, ou tão grandes que nem você resolve.

2) Filho ingrato. José Maria Alkimin, ao encontrar um amigo, indagou:

-         Como vai seu pai, meu filho? - Meu pai morreu há muito tempo, Doutor Alkimin.

-         Morreu para você, filho ingrato. Porque continua vivo no meu coração.

3) Chuva. A seca assolava o Estado da Paraíba. Um dia choveu um pouco no município de Monteiro e o Prefeito Inácio Feitosa endereçou o seguinte telegrama:

-         Governador José Américo: Chuvas torrenciais cobriram todo Monteiro. População exultante. Saudações, Feitosa.

Quando os comerciantes tomaram conhecimento da mensagem, perceberam a ameaça de ser cortada a ajuda ao município.O prefeito então enviou: - Governador José Américo: cancelo chuvas. População continua aflita. Saudações, Feitosa Prefeito.

4) Identificação socialista. Em 1964, o Deputado paraibano Aloísio Campos foi depor no 4º Exército, em Recife. Um coronel o atendeu dizendo: Dr. Aloísio, consta, aqui, na sua ficha, que o senhor é socialista. O senhor confirma ou desmente? O senhor pode me dar uma certidão? Há 20 anos que digo isso na Paraíba e ninguém acredita.

5)     Prazer bilateral. Maurício Dias, jornalista político, então na Revista Veja, ligou para Benedito Valadares, Senador de Minas Gerais, para conseguir uma entrevista: - Senador, muito prazer em ouvir o senhor. - Eu também tenho muito prazer em ouvi-lo, meu filho. Mas não tenho nenhum prazer em lhe falar.  E, imediatamente, desligou.



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 09h03
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Tom Jobim, o gênio da nossa musicalidade

 

 

Por Lenilson Carvalho - Cirurgião-Dentista, Professor e Escritor (Componente da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores)   lenilsoncarvalho@yahoo.com.br

 Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim foi pianista, maestro, compositor, pianista, cantor, arranjador e violonista. Teve reconhecimento internacional, através de suas composições ao mesmo tempo sofisticadas e acessíveis ao gosto popular. Nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 25 de janeiro de 1927. Desde a infância morou em Ipanema e já tocava violão, quando aos treze anos interessou-se pelo piano. Foi aluno de Lúcia Branco, famosa professora de música e de Hans-Joachim Koellreuter, mestre de diversos compositores eruditos brasileiros.

Em 1946, iniciou o curso de arquitetura, não concluindo-o. Tocou em casas noturnas: Drink, Sacha’s, Monte Carlo, Casablanca, Night and Day. Em 1952, foi contratado pela Continental Discos, onde conviveu com o maestro e compositor Radamés Guatalli. Teve discreta atenção com “Teresa da Praia” em parceria com Billy Blanco, gravado por Dick Farney e Lúcio Alves. Fez parceria com Dolores Duran, Marino Pinto e Newton Mendonça. A musicalidade construída por Tom, na Bossa Nova, reteve os ouvidos e corações do público brasileiro. Num momento em que o Chá-Chá-Chá, Twist e os primórdios do Rock ameaçavam monopolizar o mercado.

A obra do nosso gênio possui luz própria que até hoje modula o gosto do público e influencia a composição de inúmeros de nossos artistas. Em 1953, se mudou para o famoso endereço em Ipanema, Rua Nascimento Silva, 107, apartamento 201, que viria a ser o ponto de encontro de bossanovistas e onde reticulou Orfeu da Conceição e o LP Chega de Saudade, além de ser o tema da música Carta ao Tom 74, de Toquinho e Vinicius. A partir de 1960, desenvolve carreira no exterior.

Em novembro de 1962, Tom apresentou-se no Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, Nova York, com outros músicos brasileiros. No ano seguinte gravou uma versão instrumental de “Desafinado” com o saxofonista Stan Gertz, que vendeu um milhão de cópias. Em 1967, há o lançamento mundial do LP Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim. Em 1968, quando venceu o III Festival Internacional da Canção (FIC), realizado no Rio de Janeiro, com a música “Sábia”, em parceria com Chico Buarque, tirando o primeiro lugar nas fases nacional e internacional. Tom foi vaiado pela primeira e única vez pelo público. A platéia que lotava o Maracanãzinho preferiu “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré, que haveria de se tornar um dos hinos da luta contra a repressão.

Sua parceria com Vinicius gerou sucessos como “Canção do amor demais”, “Eu não existo sem você”, “A felicidade”, “Chega de saudade”, “Eu sei que vou te amar”, “Ela é carioca” e “Garota de Ipanema”, que ficou entre as dez canções mais executadas em todo o mundo. Teve outros parceiros, como Dolores Duran (Por causa de você), Aluísio de Oliveira (Dindi, Só em teus braços). Também compôs sozinho alguns clássicos, tais como: Corcovado, Samba do Avião e Lígia.

Letrista e compositor refinado, autor de inúmeras canções inspiradas na natureza, como Wafe, Águas de Março, Passarim, Urubu. Tom, a partir de 1976, passou a fazer arranjos mais complexos de efeitos orquestrais. Da década de 1980 em diante, os temas de suas composições voltaram-se para a riqueza da natureza brasileira. Participou em mais de 50 discos, como intérprete ou como arranjador. Todos eles têm algo de inovador, de diferente e de especial. Seu último CD, Antônio Brasileiro, foi lançado em 1994, nos Estados Unidos. Tom Jobim é, até hoje, reverenciado.

Seu nome ultrapassou a Bossa Nova e fixou-se como um artista independente, acima de correntes e modismos, persistentemente gravado e regravado no Brasil e no exterior.

Faleceu em Nova Iorque, no dia 8 de dezembro de 1994. O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi renomeado Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro / Galeão – Antônio Carlos Jobim, numa justa homenagem ao gênio da musicalidade nacional, que inspira artistas que buscam em sua música os rumos da qualidade e da elegância.



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 20h07
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O VINHO E A SAÚDE

 

Por Lenilson Carvalho - Cirurgião-Dentista, Professor e Escritor

(Componente da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores) lenilsoncarvalho@yahoo.com.br

Digerido em quantidades razoáveis, constitui um valioso complemento alimentar. Quando em altas doses, o álcool etílico age como um tóxico.

É rico em elementos minerais como potássio, magnésio, sódio, fósforo, cloro, enxofre, etc. Seu conteúdo de Vitamina A, Complexo B, C, H e P é suficiente para constituir-se em suporte dietético.

Foi um dos primeiros medicamentos a ser utilizado pelo homem. Cerca de 2000 anos a.C. os cirurgiões hindus já o utilizavam como anestésico pré-operatório.                       

Suas qualidades dietéticas e fisiológicas eram conhecidas por Hipócrates, Patrono da Medicina, que o receitava freqüentemente como antitérmico, anti-séptico, laxativo e diurético.

Galeno, famoso médico de Roma, o empregava como desinfetante nas feridas dos gladiadores, pois suas propriedades anti-sépticas neutralizavam o aparecimento de infecções.

Pasteur proclamou-o como “A mais saudável e mais higiênica das bebidas”.

Alexandre Fleming, o descobridor da penicilina, ficou fascinado com os poderes antibióticos existentes nas cascas das uvas produtoras de vinhos. Sua acidez ajuda as funções gástricas e intestinais.

A azedia beneficia a flora intestinal, dificultando a ação de microorganismos que dão origem à fermentação pútrida. O ácido tartárico possui a propriedade de ativar as funções renais, em virtude de facilitar a dissolução de cálculos. A glicerina possui uma ação benéfica nos intestinos e nas vias biliares.

Um outro componente, o ácido gamahidrobuxítico, é um dos anestésicos mais simples e seguros que se conhece. Afirma-se a descoberta de um antibiótico entre os seus diversos componentes.

É uma bebida diurética, especialmente o vinho branco. Atua beneficamente nas doenças cardíacas, agindo como vaso dilatador, fazendo aumentar a hemoglobina e os glóbulos vermelhos (hemácias).

É um tônico para os nervos especialmente pelo fósforo que contém, excitando e alimentando as células nervosas (neurônios). “Vinho é poesia líquida” – Gilberto Kujansky.

Em dose moderada, abre o apetite e se constitui numa valiosa complementação alimentícia.

Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água” – Benjamin Franklin.

Estudo publicado na revista americana Neurology mostrou que, quem bebe vinho tinto uma vez por mês, diminui pela metade o risco de desenvolver o mal de Alzheimer.

O vinho tinto também contém flavonóides – substâncias que, acreditam os especialistas, protegem o cérebro.



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 15h02
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A S. B. D. E. RECOMENDA

10  REGRAS  BÁSICAS  PARA  CONSERVAR  SEUS  LIVROS  E  REVISTAS
Os livros e as revistas precisam de cuidados para que se mantenham em boas condições.               
Eis 10 dicas dos técnicos da Divisão de Conservação e Restauração, da Biblioteca Nacional:
1. Guarde os livros sempre na vertical. Se não couberem na estante, é melhor ficarem na horizontal, sem empilhar mais de três, e sempre deixando os maiores na base. Não guarde livros inclinados.
2. Arrume os livros segundo o tamanho, principalmente as brochuras (livros de capa mole), porque assim não ficarão dobrados uns sobre os outros. Dicionários, enciclopédias e volumes pesados devem ficar nas prateleiras mais baixas.
3. Não superlote a estante. O ideal é deixar cerca de três milímetros entre um livro e outro para evitar o atrito entre as capas e facilitar a retirada do livro. E, para evitar a umidade, mantenha os livros ligeiramente recuados para o interior da estante, sem encostá-los à parede.
4. Não puxe os livros pelo topo, mas pelo centro da lombada. Para conseguir pegá-los, basta empurrar para trás os que se encontram dos lados.
5. Não guarde mapas e pôsteres dobrados ou enrolados, mas sempre abertos. Se puder, coloque-os em pastas de polionda ou mesmo de cartão.
6. Evite capas de papel pardo ou similar, por ser ácido, e não use fita “durex” para consertar as capas. Se tiver de usar uma fita adesiva, prefira a filmoplast. E, em apostilas, não use grampos e clipes metálicos, por causa da ferrugem.   Prefira os de plástico.
7. Evite a incidência de luz solar sobre os livros, bem como lâmpadas com radiação de ultravioleta (fluorescentes e incandescentes).
8. Se fizer alguma anotação nos livros, não use qualquer tipo de caneta, mas, sim, um lápis macio, de preferência o 6B.
9. Ao ler um livro ou revista, não dobre as páginas umas sobre as outras, nem dobre o canto da página para marcar o local onde parou. Use um marcador de livros.
10. Esteja sempre atento ao aparecimento de insetos, mofo ou umidade nos livros e revistas, bem como no interior da estante. Procure limpar os livros de dois em dois meses, no mínimo, com flanela macia.    
Fonte: “Ciência Hoje das Crianças”, n° 145, abril 2004.

 

 



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 15h29
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"IMPLICÂNCIA COM O TREMA"

Luís Fernando Veríssimo - Müller e Anaïs

Estou me sentindo culpado. Nunca usei o trema. Desde que aprendi a escrever - sem piadas, por favor, ignorei o trema.

Quando comecei a escrever, por assim dizer, em público, continuei a ignorá-lo. Os revisores, se quisessem, que acrescentassem os tremas onde cabiam.

Por vontade própria, nunca botei olhos de cobra em cima de nenhum "u". Nem mesmo quando o computador, com sua conhecida aversão à informalidade gramatical, sublinhava a palavra em vermelho para me avisar que estava faltando o trema, burro! Se dependesse de mim o trema não existiria.

Mas, com a nova reforma ortográfica, o trema vai desaparecer. E eu fiquei com remorso. Talvez tenha sido injusto com ele. O trema, afinal, tinha uma história. Tinha uma razão para existir, mesmo modesta. Tinha uma função, mesmo dispensável. E aí o tiram sem dó, coitadinho.

Como me penitenciar? Esta pode ser a última oportunidade que terei para usar o trema e compensar todas as vezes que o omiti por pura implicância.

A reforma já está sendo implantada, os pontinhos marcham, dois a dois, para o esquecimento, tenho pouco tempo para me reabilitar. Mas como?

Quase todas as matérias que li sobre o fim do trema citavam que ele só continuará sendo usado em nomes estrangeiros como Müller e Anaïs. Müller e Anaïs! Uma história para Müller e Anaïs, rápido.

Uma história com seqüência, conseqüência, eloqüência... Talvez uma história policial: a dupla Müller e Anaïs atrás de delinqüentes. Ou uma história de excessos eqüestres levando ao uso freqüente de ungüentos.

Ou uma simples cena doméstica. Müller e Anaïs na cozinha do seu apartamento, eqüidistantes de um pingüim em cima da geladeira.
Müller acaba de chegar da rua.
- Anaïs, esse pingüim...
- Quequi tem?
- Eu não agüento esse pingüim, Anaïs.
- Ele está aí há cinqüenta anos e só agora você nota?
- Cinqüenta anos, Anaïs?
- Está bem, cinco. Um qüinqüênio.
- Um qüinqüênio?
- Um qüinqüênio. E vai ficar aí outro qüinqüênio.
- Não se usa mais pingüim em geladeira, Anaïs. É uma coisa do passado. Como a crase.
- Pois eu gosto e está acabado. Trouxe a lingüiça?

Publicado no Blog do Ricardo Noblat: oglobo.globo.com/pais/noblat/ - 30.11.2008



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 21h32
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PRESIDENTE DA ABENO NA REITORIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA/MG


O Ministro de Estado da Educação, Fernando Haddad, convida para a solenidade de posse do professor ALFREDO JÚLIO FERNANDES NETO no cargo de Reitor da Universidade Federal de Uberlândia/MG. Dia 2 de dezembro de 2008, terça-feira, às 15h, no auditório do edifício-sede do Ministério da Educação, em Brasília.

O Prof. Alfredo é o atual Presidente da Associação Brasileira de Ensino Odontológico – ABENO, ao qual a SBDE se solidariza e transmite os cumprimentos dos seus Titulares.

Almejamos sucesso na sua nova e nobre missão!

Mais detalhes sobre a Associação: www.abeno.org.br

OBS.: Nosso Titular, Prof. JOSÉ DILSON VASCONCELOS DE MENEZES é Assessor Especial da Presidência da ABENO.


Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 21h49
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CHIQUINHA GONZAGA

Por Lenilson Carvalho - Cirurgião-Dentista, Professor e Escritor (Componente da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores) lenilsoncarvalho@yahoo.com.br

Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges de Lima Neves Gonzaga), considerada pelos historiadores como o maior nome feminino da Música Popular Brasileira, nasceu no Rio de Janeiro em 17/10/1847 e faleceu em 28/02/1935, às vésperas do Carnaval, festa que ela tanto amava.

Filha bastarda do Marechal-de-Campo José Baliseu Neves Gonzaga com Rosa Maria, mulata e mãe solteira, nasceu na Rua do Príncipe.
O militar, mesmo sob forte pressão familiar, assumiu a criança e a registrou como filha e deu-lhe rigorosa educação.

Aprendeu a ler e a escrever, fazer contas e, principalmente, tocar piano, e a música tornou-se sua grande paixão. Aos 11 anos compôs sua primeira música, uma cantiga de natal, “Canção dos Pastores”.

Casou-se aos 13 anos, com Jacinto Ribeiro do Amaral, um oficial da Marinha Mercante, com o qual teve cinco filhos.
Não suportando a reclusão do navio onde seu marido servia e as ordens dele para que não se envolvesse com a música, o abandonou levando sua prole.
Ensinou piano para o sustento familiar. Viveu por pouco tempo com um engenheiro de estradas de ferro.

Através do flautista Callado, passou a freqüentar as rodas dos chorões e a tocar em festas. Seu primeiro sucesso foi a polca “Atraente”, em 1877, composta ao piano, de improviso, durante uma festa em homenagem ao compositor Henrique Alves de Mesquita.

Em 1883, escreveu e musicou a peça em um ato “Festa de São João”.
No ano de 1887, promoveu no, Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro, um concerto de cem violões.

Participou ativamente do movimento pela libertação dos escravos, vendendo suas partituras de porta em porta para angariar fundos destinados a Confederação Libertadora.
Com a venda de sua partitura “Caramuru”, em 1888, comprou a alforria do escravo músico José Flauta, antecipando-se de poucos meses à Lei Áurea.
Em 1897, compôs no ritmo rural estilizado do corta-jaca o tango “Gaúcho”, mais conhecido como “Corta-Jaca”.
No ano de 1899, a pedido do "Cordão Rosa de Ouro", escreveu a primeira marcha carnavalesca “Ó abre-alas”.
No período de 1902 a 1910, fez várias viagens à Europa, percorrendo Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Escócia.
Em 1904, apresentou-se em Lisboa, no Salão Neupart e na Igreja de Nossa Senhora do Amparo. Retornou ao Brasil em 1912, para assistir a estréia de “Forrobodó”, opereta em três atos de Luís Peixoto e Carlos Bittencourt, que musicou.
Em 1915, musicou a peça “A Sertaneja” de Viriato Correia.
Seu último trabalho (1935) foi a música da peça “Maria”, de Viriato Correia.
Sua obra reúne composições nos mais variados gêneros: valsas, polcas, tangos, maxixes, lundus, quadrilhas, fados, gavotas, mazurcas, barcarolas, serenatas e sacras.
Em 1984, foi lançada a biografia “Chiquinha Gonzaga, uma história de vida”, pela escritora Edinha Diniz (Ed. Rosa dos Ventos, Rio de Janeiro).
Em 1997, por ocasião dos 150 anos do seu nascimento, foi lançado o livro “Sofri e chorei... tive muito amor” de Dalva Lazarone (Ed. Nova Fronteira) e os CD’s “Chiquinha com jazz” e “Chiquinha Gonzaga, 150 anos”.


Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 12h53
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CENTENÁRIO DE GUIMARÃES ROSA

Nos derradeiros dias deste ano de 2008, não podemos deixar de reconhecer a importância para a literatura brasileira do genial autor JOÃO GUIMARÃES ROSA, na passagem do centenário de seu nascimento, ocorrida em 27.06.1908.
Pelo nº de grandes obras editadas em 1956, é tido como o "Ano de Ouro" da literatura brasileira, principalmente devido ao lançamento com grande repercussão de “Corpo de Baile” e“Grande Sertão: Veredas” (esta, transformada em minissérie pela TV Globo) que o coroaram como um marco da criação literária em nosso país.
Este último livro citado recebeu do conceituado crítico Sérgio Milliet o seguinte comentário: "Sem dúvida alguma foi o grande acontecimento literário e lingüístico do século", pois se diferençava radicalmente do modelo consagrado pela literatura daquela época".
Graciliano desenvolveu um padrão literário de realismo social com inovações lingüísticas. "Este mundo original e cheio de contrastes, é para mim o símbolo, diria mesmo o modelo de meu universo” - esclarece o genial escritor, referindo-se ao sertão mineiro, por onde viajou a cavalo durante 11 dias, anotando tudo o que se referia aos costumes locais, resultando nas 2 obras já citadas.
Além de “Sagarana” (seu 1º livro, escrito em 1946) e “Grande Sertão: Veredas”, a ficção completa do escritor mineiro reúne os seguintes títulos:
“Manuelzão e Miguilim”; “No Urubuquaquá, no Pinhém”; “Noites do Sertão”; “Primeiras Estórias”; “Tutaméia”; “Estas Estórias” e “Ave, Palavra”.
Uma leitura imperdível recomendada com ênfase àqueles que apreciam a boa e incomparável literatura brasileira, remetendo-nos aos curiosos aspectos do nosso povo (principalmente o mineiro, tão rico em tradições e regionalismos lingüísticos)

FONTE: Agência Senado Federal



Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 18h12
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ANO MACHADO DE ASSIS

Cartas de um boêmio autor
O Acadêmico Sérgio Paulo Rouanet, criador da lei de incentivo à cultura que leva seu nome, mergulhou por 02 anos no arquivo da Academia Brasileira de Letras, organizando a correspondência de Machado que vai revelar a intimidade do escritor.
O imortal está organizando a correspondência de Machado de Assis para fazer 02 livros.
Além das cartas de autoria do escritor, os livros – o 1º volume está previsto para este ano, o 2º, para 2009 – trazem a correspondência recebida por ele.
Rouanet acredita que existem cerca de 700 na Academia. “Sempre me espantou o fato de que uma parcela tão substancial das cartas recebidas por Machado de Assis, hoje em poder da Academia, permanecesse inédita”, analisa Rouanet.
O “Tomo 1” vai dos anos 1860 a 1889 e traz 90 cartas. O segundo abrange de 1890 a 1908, ano da morte do escritor.
A partir da pesquisa, Rouanet identificou dois Machados. O 1º assinava como Machadinho e era um jovem boêmio e irreverente. “Era um Machado descontraído, alegre e gozador”, descreve. O 2º traz a face mais famosa do escritor: funcionário público respeitável, mas capaz de escrever obras ácidas como “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), divisor de águas em sua carreira.

“É nas cartas de maturidade e velhice que se nota o famoso pessimismo machadiano”, explica Rouanet. Também na correspondência, o vocabulário de Machado foge totalmente da pompa.
“No Brasil, muitos outros eram valorizados pelo português pomposo. Nesse sentido, a marca de Machado era a correção e o estilo, mais do que o acervo verbal. Ele possui um domínio absolutamente genial da língua”, elogia Rouanet, que lançou ano passado “Riso e Melancolia”, em que analisa o narrador nos textos de Machado.

FONTE: http://odia.terra.com.br/machado_100_anos

Escrito por Rubens B. Azevedo-Presidente às 18h08
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